DENARC, GT3 e GOI: Operação integrada com Polícia Civil de Sergipe prende criminosos que forneciam armas e drogas

Organização utilizava o estado de Goiás como base e era comandada pelos irmãos sergipanos Aduilson Góis Oliveira, conhecido como “Galego”, e Ademir Góis Oliveira, o “Demir” ou “Galeguinho”, cometendo graves delitos em todo o país, especialmente o tráfico de entorpecentes e o comércio ilícito de armas de fogo


A DELEGACIA ESTADUAL DE REPRESSÃO A NARCÓTICOS (DENARC) deu apoio à Polícia Civil de Sergipe em operação que desmantelou linha de fornecedores de uma organização criminosa armada interestadual que remetia milhões de reais em drogas e armas para aquele estado e para outros da região Nordeste. A organização era liderada por remanescentes da OPERAÇÃO VALQUÍRIA, que foram presos em 2013, mas ganharam liberdade e voltaram a reestruturar a grupo criminoso.

A DENARC tem como titular o DELEGADO FERNANDO GAMA. Também contribuíram com a operação o GT3, que tem à frente o DELEGADO ANDRÉ GANGA, e a GERÊNCIA DE OPERAÇÕES DE INTELIGÊNCIA, do DELEGADO VINÍCIUS TELES.

A organização utilizava o estado de Goiás como base e era comandada pelos irmãos sergipanos Aduilson Góis Oliveira, conhecido como “Galego”, e Ademir Góis Oliveira, o “Demir” ou “Galeguinho”, cometendo graves delitos em todo o país, especialmente o tráfico de entorpecentes e o comércio ilícito de armas de fogo.

Os irmãos foram presos em Senador Canedo no início da manhã desta segunda-feira (15). Também foi preso Lucivaldo Fernandes da Silva, considerado pela polícia como o operador de logística da organização criminosa no Estado de Goiás.

LIBERDADE
Ademir foi condenado nos desdobramentos da OPERAÇÃO VALQUÍRIA a mais de 22 anos de prisão. No dia 7 de fevereiro deste ano, conseguiu liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, determinando sua liberdade. Instada a se manifestar, a Procuradoria Geral da República foi contra a decisão monocrática do ministro, argumentando que o habeas corpus para Ademir sequer deveria ser conhecido, em virtude do que preceitua a Súmula 691 do próprio STF.

Não bastasse os obstáculos jurídicos, Ademir também é membro de organização criminosa; suspeito de matar 13 pessoas em apenas um ano, ter péssimo comportamento no presídio de Santa Maria, participando, inclusive, do homicídio de três detentos da unidade no dia 30 de abril de 2018. Após a decisão do ministro, Ademir fugiu de Sergipe e foi para o estado de Goiás se somar a liderança do irmão Aduilson a fim de reestruturar a organização.

O poder de fogo da organização é tão impressionante que uma investigação das Polícias Civil do Maranhão e do Pará prendeu um bando de assaltantes de banco com uma metralhadora antiaérea ponto 50, fornecida pela quadrilha dos irmãos Góis.

No dia 20 de novembro do ano passado, criminosos foram presos no Estado de Pernambuco com armamento fornecido pela mesma organização criminosa. Na época, foram apreendidos um fuzil calibre .556, 720 munições, duas pistolas calibre .380, um revólver calibre 38, um equipamento bloqueador de sinal GPS, além de muita droga.