17ª DDP – Operação Hermes prende quadrilha que aplicava golpes através de aplicativo

Investigações foram comandadas pelo DELEGADO ANDERSON PIMENTEL


A 17ª DDP de Goiânia, localizada no Parque das Laranjeias, deflagrou no início desta semana a OPERAÇÃO HERMES, quando uma quadrilha suspeita de aplicar golpes através do aplicativo de compras e vendas na internet foi presa. O líder do grupo, Antônio Carlos Godoy de Paula, conhecido como “Toninho” ou “Godoy”, comandava as ações dos comparsas de dentro da Casa de Prisão Provisória (CPP). O prejuízo das vítimas é estimado em cerca de R$ 300 mil.

A operação ocorreu em Goiânia e em municípios do interior. Foram presos Chrisley Ferreira Santos, Ana Carolayne Rodrigues dos Santos, Daniela Alves Ribeiro, Scarlett Lorrayne Nunes do Nascimento, Jacilene Alves da Costa e Tuanny Jaciara Marques Silva. O líder da associação, Toninho, faleceu recentemente.

De acordo com o DELEGADO ANDERSON PIMENTEL, a associação atuou entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, quando Toninho foi posto em liberdade. Os objetos escolhidos pela quadrilha eram smartphones avaliados entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, joias diversas com valor médio de R$ 3 mil, além de animais de estimação, com valores mínimos anunciados entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil. Até o momento, a investigação identificou 20 vítimas. “Este número tende a aumentar com a divulgação do caso”.

Toninho se passava por médico, dentista e empresário para enganar as vítimas. Ele escolhia um anúncio feito na OLX e começava a negociar. Ele tratava com elas por ligação e pelo WhatsApp. Se apresentava como alguém interessado e combinava um encontro com o anunciante para que o produto fosse verificado por ele antes da “compra”.

Como estava recluso na CPP, Toninho inventava desculpas às vítimas alegando estar em compromissos, consultas ou procedimentos de emergência, e por isso enviaria uma mulher em seu lugar, que se passaria por sua prima, cunhada ou funcionária. As estelionatárias geralmente escolhiam os nomes de Morgana, Larissa, Amanda ou Gabi. Elas eram responsáveis por avaliar o estado do item e autorizar a suposta “transferência” bancária.

Após receber o aval positivo das suspeitas, Toninho montava um comprovante de depósito falso e enviava para o celular da vítima ou de uma das comparsas. Os anunciantes, acreditando que o comprovante era verdadeiro, entregavam seus bens e só percebiam a fraude dias depois.