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Sindepol repudia quadrinho do Katteca que calunia categoria do delegado de polícia. Tira foi veiculada 3ª-feira, 30, em O Popular

 

O SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE GOIÁS (SINDEPOL-GO) vem a público REPUDIAR o quadrinho do Katteca, veiculado ontem, 30 de Maio de 2017, no caderno Magazine, página M7, do Jornal O Popular, devido ao teor desrespeitoso e à imputação criminosa relacionada à figura do Delegado de Polícia ao fazer referência à Autoridade Policial praticando atos de omissão de ofício e crime de subtração e apropriação de coisa alheia, no exercício da função.

Os Delegados de Polícia do Estado de Goiás esperam do cartunista, no mínimo, escusas à toda a categoria, vez que tais profissionais, que desempenham as mais das nobres e complexas funções estatais, pela busca da verdade na aplicação da Justiça, realizam sua missão com zelo, responsabilidade, idoneidade, dentro da legalidade e sobretudo, servindo o cidadão. O fazendo de forma indiscriminada, atendendo toda e qualquer vítima acometida pela prática de crime.

A livre manifestação do pensamento e opiniões, defendida pela categoria, mesmo traduzida através da arte do humor, não deve jamais vir associada a ilações falsas ou imputações levianas e irresponsáveis, como trouxe o cartunista no quadro em referência. O artista que a comete, frauda a própria arte, ao persuadir o leitor ao engano.

Ao ler a tirinha concluímos que por certo o Katteca passa por um período de distração e desinformação, ou se encontra desmemoriado.

Nesse sentido, afim de auxiliar o cartunista, pai do Katteca, a situar o personagem, sugiro que se questione onde estavam quando o Delegado, aquele mesmo injustamente desfigurado na tirinha, juntamente com sua equipe, tirava das ruas o maior SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE GOIÁS – SINDEPOL-GO assassino em série da história desse país, após exaustiva investigação? Por quais esquinas o Katteca andava quando a Polícia Civil descobriu e resgatou do cativeiro de sua própria casa, a menina de 12 anos de idade, cuja mãe adotiva a torturava e mantinha amarrada a correntes? Com o que Katteca se distraía quando 05 delegados morriam tragicamente de acidente aéreo, enquanto serviam a sociedade, ao retornarem de diligência investigativa da chacina em Doverlândia? O que Katteca fazia quando, recentemente, delegados e equipe elucidaram e prenderam o casal padrasto e mãe que assassinaram por asfixia o menino Jorge, de 09 anos de idade ? …durante as inúmeras apreensões de toneladas de drogas, as prisões de traficantes, assaltantes, estelionatários, ladrões de carros … cadê o Katteca? Seriam muitas as perguntas, ante as inúmeras ações.

Desafiamos, então o simpático Katteca a sair um pouco das histórias em quadrinho e conhecer o mundo real da atividade policial e desde já convidarmos a passear por esse grandioso estado e constatar a verdadeira figura do Delegado do interior, por exemplo, que cumpre diuturnamente sua missão de servir, respondendo, sozinho com sua equipe, por até 04 ou 05 cidades. Sim, também seria valiosa a visita mais aproximada do Katteca aos trabalhos desenvolvidos por estes profissionais que, nas 24 horas do dia, nos corredores das delegacias e centrais de flagrantes, atendem vítimas crianças e adolescentes abusadas sexualmente, mulheres agredidas, idosos maus-tratados, toda sorte de pessoas vítimas da violência urbana, e ainda recebem as prisões em flagrante realizadas pelas polícias militar e civil durante as madrugadas afora.

Chamamos também a atenção do personagem a passar a observar se nos escândalos de corrupção levantados ultimamente nesse país, se a figura de Delegados aparece? Sim, investigando os criminosos, mas não como tais.

Muito diferente do caricato e distorcido desenho, os números e registros históricos da Polícia Civil do Estado de Goiás, dirigida por Delegados de Polícia, inversamente revelam o competente trabalho desempenhado por todos os cargos que a compõem, em prol e para todos, no combate ao crime. Isso sim é real ! O resto é invenção, devaneio, elucubração, fantasia.

Ou como dizia minha avó, é “história-da-carochinha”. Goiânia, 31 de Maio de 2017. SILVANA NUNES FERREIRA – Presidente do SINDEPOL.

(Nota em arquivo PDF): Nota de Repúdio Katteca

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